A tecnologia assistiva de alta e/ou baixa tecnologia contribuem significativamente para o processo evolutivo do aprendiz com Deficiência Física, colaborando nas atividades pedagógicas desenvolvidas na escola e criando meios para os alunos desenvolverem as atividades de vida diária(alimentar-se, pegar um livro em cima do armário e outros). Assim sendo, compartilho com o grupo o uso de dois materiais do kit coordenação que utilizo com os aprendizes na realização das
atividades.
Afetividade, Ensino e Aprendizagem.
sexta-feira, 20 de setembro de 2013
terça-feira, 21 de maio de 2013
plano de atendimento educacional especializado
PLANO DE ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO
Maria Elizete Alves do Nascimento
O contexto histórico da Educação Especial é marcado por
entraves e desafios. Assim sendo, ao longo dos anos, é possível verificar que a
legislação brasileira contempla avanços nos termos da garantia de direito às
pessoas com deficiência. Por outro lado, não podemos deixar de conceber a
realidade como inteira, ou seja, temos muito a avançar na concretização do que
a lei prevê.
O documento elaborado pela Secretaria Municipal de Educação-
SEMEC de Teresina descreve que o
Atendimento Educacional Especializado- AEE, previsto no artigo 208, inciso III
da Constituição Federal de 1988, foi regulamentado pelo Decreto nº6.571, de 17
de Setembro de 2008,do Ministério da Educação, por intermédio da Secretaria de
Educação Especial e pela Resolução nº4 do Conselho Nacional de Educação- CNE e
Câmara de Educação Básica- CEB publicada no dia 2 de Outubro de 2009, contempla
o atendimento de crianças com deficiência na rede regular de ensino no horário
oposto ao da sala regular,como meio de complementar e/ou suplementar a formação
do aluno.
Assim, o AEE oportuniza aos aprendizes, aos familiares e
aos profissionais da educação
assistência educacional, possibilitando um olhar mais atento,conhecendo
melhor as dificuldades e as potencialidades, as características de
desenvolvimento, como adquire e amplia a linguagem, adaptando recursos
materiais, estabelecendo parcerias, promovendo circuito de informações, ou
seja,possibilita um trabalho com maior segurança e possibilidade de êxito.
Pensando nisso, o professor da Sala de Recursos
Multifuncionais elabora um plano de AEE, como meio de descrever, organizar e
avaliar o processo didático-metodológico e a dinâmica do processo ensino e
aprendizagem, oferecendo um olhar diferenciado ao aprendiz, bem como, para com
seu desempenho e potencialidades.
Nesse contexto, partimos inicialmente da premissa de que é
necessário que todo Plano de AEE traga expresso o que deseja.Dessa forma, cada
professor organiza seu trabalho realizando estudo de caso dos aprendizes, uma
vez que cada um apresenta suas particularidades.Assim sendo, a partir do estudo
de caso,é possível verificar que cada profissional segue um roteiro com etapas
que dimensionarão as estratégias para complementar e/ou suplementar a formação
do aluno com deficiência.
Sabe-se que, para elaborar um Plano de AEE, faz-se
necessário a realização de observações e análises da situação do aprendiz.Nesse
sentido, a elaboração do Plano compreende as seguintes etapas:
1-Apresentação do problema;
2-Esclarecimento do problema;
3-Identificação da natureza do problema;
4-Resolução do problema;
5-Elaboração do Plano de AEE.
Estudando e discutindo o estudo de caso Roberto é possível
verificar pontos relevantes em cada etapa.A exemplo disso, a etapa 1 que
compreende a apresentação do problema, apresenta um breve relato do aprendiz,
descrevendo o contexto familiar, o comportamento em sala de aula, dificuldades,
potencialidades e o relacionamento com os pares.
A etapa 2,esclarecimento do problema, caracteriza-se pela
análise da queixa, compreensão do contexto escolar vivenciado( o que dificulta
e o que facilita) e familiar (socialização e interação), afim de coletar o
maior número de informações e observações sobre o aprendiz.
No que se refere a etapa 3,identificação da natureza do
problema, constitui-se dos resultados das análises de dados coletados na sala
de aula e na instituição em que reside, descrevendo pontos que serão
norteadores para o trabalho a ser desenvolvido.
A etapa 4, resolução do problema, identifica a natureza do
problema, caracterizando o que dificulta
e o que potencializa o desenvolvimento do aprendiz para subsidiar a
elaboração do Plano de Atendimento Educacional Especializado.
A etapa 5, o plano de AEE, traz estruturado as estratégias
para minimizar e/ou sanar as dificuldades que o aprendiz apresenta.
Após a análise das etapas do Plano de AEE é possível
verificar a importância do professor conhecer o aprendiz com o qual irá
trabalhar, analisando e promovendo reflexão sobre o que gosta e o que não
gosta, como brinca, como interage, que tipo de atividades desenvolve e
principalmente como foram preparadas para conhecer o meio em que vivem.
Como se vê, para cada etapa do plano, faz-se necessário a
descrição com riqueza de detalhes, para que não haja equívocos, interpretações
antecipadas que possam prejudicar a elaboração do plano e principalmente a
formação do aluno.Assim, percebe-se que é preciso conhecer o aprendiz e todo
contexto em que está inserido.Além disso, o professor de AEE deve refletir
sobre sua prática, promover mudanças e adaptações, estudar constantemente as
deficiências, promover diálogos, compartilhar experiências, realizar pesquisas
e principalmente sensível ao conhecimento dos aprendizes com os quais irá
trabalhar.
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